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Casamentos no “fundo do poço” tem salvação?

Data04, junho 2017
Autortalkzdigital
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Casamentos no “fundo do poço” tem salvação?

“Na alegria e na tristeza e até que a morte nos separe”. São esses os votos de casamento proferidos por noivos que, em um momento de celebração, almejam uma longa vida a dois. Mas nem todos esses laços têm um final feliz. O número de divórcios caiu 3,6 % em relação ao ano anterior no país. A pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2015 registrou 328.960 divórcios concedidos em primeira instância ou por escrituras extrajudiciais no ano passado. O dado foi divulgado pelo IBGE no final do ano passado. Apesar da queda, não se pode dizer que casamento seja algo fácil! Muito pelo contrário.

No início do relacionamento é normal que os apaixonados se dediquem a manifestar seus sentimentos. Mas com o passar do tempo muitos se esquecem de renovar os votos de amor que selaram a união. Um dos grandes motivos para o desgaste dos casamentos é, sem dúvida, a desatenção em relação às necessidades do outro, que acaba se sentindo rejeitado.

Com o tempo, a convivência vai se tornando difícil até que se torna insuportável. Mas por que se relacionar, conviver com outros é tão complicado? Por que o esforço no relacionamento não é mesmo gasto nas outras áreas da vida? Para a psicóloga e presidente do Instituto Alos, Tatiane Avelar, muitos casamentos não dão certo devido à falta de disposição para se dedicar ao outro. “Nos esforçamos ao máximo para vencermos na vida, não medimos esforços quando queremos alcançar sucesso profissional, pagamos caro para graduar, especializar e doutorar. Dedicamos horas, recursos e abdicamos de muito, mas quando o tema é relacionar, qualquer curso é caro e nos consome tempo demais.”

Simultaneamente nota-se casais jovens muito imediatistas, incapazes de lidar com as frustrações de um relacionamento depois de dois ou três anos de casados, quando o desgaste do dia a dia já pesa e os projetos de futuro começam a ser questionados. Então, como superar as dificuldades? Como resgatar um relacionamento que aparentemente está perdido? Uma ótima forma, segundo Tatiane, é por meio de cursos de autoconhecimento. “O curso de eneagrama, por exemplo, possibilita que a pessoa entenda melhor o porquê das suas atitudes e as do próximo também. Isso faz com que ela compreenda seus pontos positivos e negativos e trabalhe de forma a se desenvolver sempre. É uma ótima maneira de dar o primeiro passo”, explica.

Portanto, se o casal está disposto a se empenhar e resgatar o sentimento que um dia existiu, é possível que se aprenda a conviver com as diferenças. A psicóloga destaca ainda que a aceitação do outro faz com que ambos criem um amor tão forte capaz de curar qualquer trauma ou medo. Eles aceitam um ao outro exatamente da maneira que são. “Desistir sem lutar de verdade nunca foi caminho para alcance de nenhuma meta. E o pior é que na maioria das vezes, acreditamos estarmos lutando quando, na verdade, estamos apenas lamentando e presos em circunstâncias viciosas”, finaliza.

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